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Nota política da UJC
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Honduras - América Latina livre
BOLETIM DE LUTA – I - 28/11/2009
(Resistência Hondurenha)
Tirzo Tarriuz e Marco Fonseca, membros da RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA, estão desaparecidos desde a noite de sexta-feira, dia 27. Estavam hospedados no Hotel Caribe, na Costa Norte de Honduras.
Movimentos internacionais pelos direitos humanos começam a se mobilizar para evitar que, tal e qual tem acontecido sistematicamente desde o golpe de julho que depôs o presidente constitucional do país Manuel Zelaya, seja torturados e assassinados pelo regime golpista controlado pelos Estados Unidos.
As eleições de cartas marcadas, para legitimar o golpe, foram marcadas por intensa e violenta ação dos militares hondurenhos, agentes da CIA lotados na base norte-americana em Tegucigalpa e agentes israelenses do MOSSAD, muitos dos quais agiram no cerco à embaixada do Brasil onde está o presidente Zelaya.
A população foi coagida a comparecer aos locais de votação, por meio de ameaças como perda de emprego, prisões, confisco de bens e pequenas propriedades.
Em todo o país o regime de terror é coordenado a partir do comandante da base militar norte-americana na capital hondurenha, que é também o comandante em chefe das forças armadas do país, inteiramente subordinadas às políticas golpistas dos EUA e com militares ligados ao tráfico de drogas.
A base militar dos Estados Unidos em Honduras existe desde a formação de grupos no governo Reagan para lutar contra a revolução sandinista na Nicarágua e agora treina militares de todos os países latino-americanos com capital em Washington e sob comando do Pentágono para golpes preventivos, como o presidente Obama chama a derrubada de presidentes que contrariem interesses do seu país, mesmo que sejam eleitos pela vontade popular.
Brasil, Venezuela, Paraguai, Argentina, Equador, Bolívia, Nicarágua, Guatemala e Uruguai já anunciaram que não vão reconhecer as eleições em Honduras. Há todo um esforço do governo dos EUA para fazer parecer que se exerce a democracia ali.
É a mesma "democracia" da prisão de Guantánamo (que Obama disse que fecharia, mas, demonstrando ser um mentiroso contumaz, não fechou) ou dos crimes contra o povo afegão e o saque do petróleo iraquiano, além das ameaças ao Irã.
O poder imperial se espalha pelo mundo.
O povo hondurenho resiste e continua a luta pela refundação do país sem norte-americanos, sem sionistas de Israel e pela vontade dos hondurenhos.
As primeiras informações acerca do acidente envolvendo um caminhão militar que transportava urnas com cédulas para as eleições presidenciais de domingo, dia 29, na tentativa de legitimar o golpe norte-americano/sionista em Honduras, dão conta que o caminhão foi incendiado por tropas do exército de Honduras diante da perspectiva inesperada de vistoria do referido caminhão por observadores internacionais de diversos países.
AS CÉDULAS TRANSPORTADAS NO CAMINHÃO E DESTINADAS A CIDADES DO INTERIOR DO PAÍS ESTAVAM PREVIAMENTE MARCADAS COM O NOME DO CANDIDATO GOVERNISTA PORFIRIO LOBO.
A decisão de explodir o caminhão através de um incêndio, mesmo matando soldados/zumbis do exército hondurenho, partiu do comando golpista em Tegucigalpa, capital do país e cujo quartel general é a base militar dos EUA ali localizada. Um laudo emitido às pressas, logo após o acidente, por uma guarnição do Corpo de Bombeiros, definindo o incêndio a partir de uma pane no motor do caminhão tem o objetivo de encobrir os fatos e permitir que a mídia norte-americana continue em toda a América Latina controlada pelos EUA, ou onde o país tem braços (GLOBO, BANDEIRANTES, FOLHA DE SÃO PAULO, VEJA, ESTADO DE SÃO PAULO, ESTADO DE MINAS, RBS, e outros no Brasil) divulgando as versões oficiais dos golpistas e reforçando a posição dos EUA, do estado narco/terrorista da Colômbia, do Peru e da Costa Rica, de reconhecimento das eleições como fim do estado de golpe, mesmo que o poder não tenha sido devolvido a Zelaya, os acordos não tenham sido cumpridos e a ordem constitucional tenha sido violada.
Não reconhecem as eleições inclusive o governo da ESPANHA, além do BRASIL, EQUADOR, VENEZUELA, BOLÍVIA, PARAGUAI, NICARÁGUA, GUATEMALA, ARGENTINA e deve anunciar idêntica posição o governo de EL SALVADOR.
O PODER É DO POVO – ZELAYA É O PRESIDENTE
RESISTIMOS À BRUTALIDADE MILITAR DOS EUA
Muros, mortos e mentiras
Jorge Cadima*
"O adeus ao comunismo? Provocou um milhão de mortos". O título não é de uma publicação comunista. É de um jornal do grande capital italiano, o Corriere della Sera (9.11.09), que noticia um estudo de professores de Oxford e Cambridge, publicado na conceituada revista médica britânica The Lancet. "Baseados nos dados da Unicef, de 1989 a 2002», os autores afirmam que «as políticas de privatização em massa nos países da União Soviética e na Europa de Leste aumentaram a mortalidade em 12,8% […] ou seja, causaram a morte prematura de um milhão de pessoas".
"Morreu-se mais lá onde se adotaram as “terapias de choque": na Rússia, entre 1991 e 1994, a esperança de vida diminuiu em 5 anos». Conclusões de estudos anteriores foram ainda mais graves. Como escreve o Corriere della Sera, «A agência da ONU para o desenvolvimento, a UNDP, em 1999, contabilizou em 10 milhões as pessoas desaparecidas na telúrica mudança de regime, e a própria UNICEF falou em mais de 3 milhões de vítimas». Foi para celebrar estes magníficos resultados que o estado-maior do imperialismo se reuniu em Berlim, com pompa, circunstância e transmissões televisivas infindáveis, numa comemoração do regime em torno dos 20 anos da contrarrevolução no Leste Europeu.
O balanço da restauração do capitalismo é ainda mais grave. Mesmo sem falar no sofrimento dos vivos do Leste – o alastrar de pobreza extrema, dos sem-abrigo, da prostituição, da dependência aos tóxicos ou da emigração em massa para sobreviver – os efeitos das contrarrevoluções de 1989-91 fizeram-se sentir em todo o planeta. As «terapias de choque» de um imperialismo triunfante e ávido por reconquistar as posições perdidas ao longo do Século XX tornaram-se uma mortífera realidade global e tiveram, em 2008, o seu corolário inevitável: a maior crise do capitalismo desde os anos 1930. Uma escalada de mortíferas guerras foram ao mesmo tempo desencadeadas pelo imperialismo, liberto do contrapeso dos países socialistas. Muitas centenas de milhares de mortos (mais de 650 mil só no Iraque, segundo outro estudo publicado em 2006 na Lancet) são o fruto «da queda do Muro» no Golfo, na Iugoslávia, no Afeganistão, no Iraque, no Líbano, na Palestina, e agora no Paquistão – para não falar das agressões "menores".
E foram acompanhadas pelo "Gulag" de prisões secretas dos EUA espalhadas por todo o mundo, no qual desaparecem milhares de pessoas raptadas e torturadas por um sistema de repressão acima de qualquer controlo. Os dirigentes do «mundo livre» que se juntaram, ufanistas, em Berlim, são todos responsáveis por este banho de sangue e repressão. Podem mostrar-se de cara simpática e tratarem-se amigavelmente por Hillary, Angela, Nicolas, Bill, Tony, Obama, etc. Mas das suas mãos escorre o sangue e sofrimento de milhões de pessoas em todo o planeta – de Peshawar a Guantanamo (que continua aberta), de Abu Ghraib às Honduras (que continua sob controle dos golpistas e a indiferença da comunicação social «democrática»), das «maquiladoras» mexicanas aos campos de refugiados palestinos (que continuam – há 60 anos – à espera do seu Estado).
Pelo "Gulag" democrático-ocidental passou Khalid Shaikh Mohammed, que vai agora a julgamento nos EUA, acusado de ser o responsável primeiro do 11 de Setembro (mas não era o Bin Laden?). Segundo o New York Times (15.11.09), "foi submetido 183 vezes à técnica de quase afogamento chamada 'waterboarding'". O jornal afirma que ele também se diz responsável "por uma série de conspirações", como "tentativas de assassinato do Presidente Bill Clinton, do Papa João Paulo II e as bombas de 1993 no World Trade Center".
Mais um afogamento simulado e confessaria também ser responsável pelo aquecimento global e o sumiço de D.Sebastião em Alcácer-Quibir. Mas atente-se na vida do acusado: paquistanês, criado no Kuwait e diplomado por uma universidade americana, viajou, após os estudos, «para o Paquistão e o Afeganistão, a fim de se juntar aos combatentes mujahedines que, nessa altura, recebiam milhões de dólares da CIA para lutar contra as tropas soviéticas» (NYT, 15.11.09). Afeganistão hoje ocupado e onde "segundo responsáveis da OTAN […] um terço dos polícias afegãos são toxicodependentes» (Sunday Times, 8.11.09). Admirável mundo novo que a "queda do Muro" pariu!
* Jorge Cadima é Professor universitário e analista de política internacional
Avante nº 1.877 de 19 de Novembro de 2009
http://www.odiario.info/b2lhart_imp.php?p=1380&more=1&c=1
Carta aberta de Cesare Battisti a Lula e ao Povo Brasileiro
14 de Novembro de 2009
Como última sugestão eu recomendo que vocês continuem lutando pelos seus ideais, pelas suas convicções. Vale a pena!
Por Cesare Battisti
“CARTA ABERTA”
AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
SUPREMO MAGISTRADO DA NAÇÃO BRASILEIRA
AO POVO BRASILEIRO
“Trinta anos mudam muitas coisas na vida dos homens, e às vezes fazem uma vida toda”. (O homem em revolta - Albert Camus)
Se olharmos um pouco nosso passado a partir de um ponto de vista histórico, quantos entre nós, podem sinceramente dizer que nunca desejou afirmar a própria humanidade, de desenvolvê-la em todos os seus aspectos em uma ampla liberdade. Poucos. Pouquíssimos são os homens e mulheres de minha geração que não sonharam com um mundo diferente, mais justo.
Entretanto, frequentemente, por pura curiosidade ou circunstâncias, somente alguns decidiram lançar-se na luta, sacrificando a própria vida.
A minha história pessoal é notoriamente bastante conhecida para voltar de novo sobre as relações da escolha que me levou à luta armada. Apenas sei que éramos milhares, e que alguns morreram, outros estão presos, e muito exilados.
Sabíamos que podia acabar assim. Quantos foram os exemplos de revolução que faliram e que a história já nos havia revelado? Ainda assim, recomeçamos, erramos e até perdemos. Não tudo! Os sonhos continuam!
Muitas conquistas sociais que hoje os italianos estão usufruindo foram conquistadas graças ao sangue derramado por esses companheiros da utopia. Eu sou fruto desses anos 70, assim como muitos outros aqui no Brasil, inclusive muitos companheiros que hoje são responsáveis pelos destinos do povo brasileiro. Eu na verdade não perdi nada, porque não lutei por algo que podia levar comigo. Mas agora, detido aqui no Brasil não posso aceitar a humilhação de ser tratado de criminoso comum.
Por isso, frente à surpreendente obstinação de alguns ministros do STF que não querem ver o que era realmente a Itália dos anos 70, que me negam a intenção de meus atos; que fecharam os olhos frente à total falta de provas técnicas de minha culpabilidade referente aos quatro homicídios a mim atribuídos; não reconhecem a revelia do meu julgamento; a prescrição e quem sabem qual outro impedimento à extradição.
Além de tudo, é surpreendente e absurdo, que a Itália tenha me condenado por ativismo político e no Brasil alguns poucos teimam em me extraditar com base em envolvimento em crime comum. É um absurdo, principalmente por ter recebido do Governo Brasileiro a condição de refugiado, decisão à qual serei eternamente grato.
E frente ao fato das enormes dificuldades de ganhar essa batalha contra o poderoso governo italiano, o qual usou de todos os argumentos, ferramentas e armas, não me resta outra alternativa a não ser desde agora entrar em “GREVE DE FOME TOTAL”, com o objetivo de que me sejam concedidos os direitos estabelecidos no estatuto do refugiado e preso político. Espero com isso impedir, num último ato de desespero, esta extradição, que para mim equivale a uma pena de morte.
Sempre lutei pela vida, mas se é para morrer, eu estou pronto, mas, nunca pela mão dos meus carrascos. Aqui neste país, no Brasil, continuarei minha luta até o fim, e, embora cansado, jamais vou desistir de lutar pela verdade. A verdade que alguns insistem em não querer ver, e este é o pior dos cegos, aquele que não quer ver.
Findo esta carta, agradecendo aos companheiros que desde o início da minha luta jamais me abandonaram e da mesma forma agradeço àqueles que chegaram de última hora, mas, que têm a mesma importância daqueles que estão ao meu lado desde o princípio de tudo. A vocês os meus sinceros agradecimentos. E como última sugestão eu recomendo que vocês continuem lutando pelos seus ideais, pelas suas convicções. Vale a pena!
Espero que o legado daqueles que tombaram no front da batalha não fique em vão. Podemos até perder uma batalha, mas tenho convicção de que a vitória nesta guerra está reservada aos que lutam pela generosa causa da justiça e da liberdade
Cesare Battisti
Carta de Sidney Moura sobre Dilma
Colegas,
Inicialmente gostaria de deixar bem claro: eu não votarei na Dilma.
Tenho minhas razões. Estou convencido de que ela e todos os demais candidatos que se apresentam para disputar as eleições em 2010 não terão compromissos com os reais interesses da classe que só tem a força de trabalho para vender.
Não votarei na Dilma. Nem naqueles que, apesar da crise mundial que desmoralizou a eficiência do capitalismo, continuam a afirmar que somente o setor privado é eficiente, apesar de os cartórios de falência demonstrarem o contrário. Os privatistas da coisa pública dizem que o Estado atrapalha. Mas correm para o estaleiro estatal a fim de tapar os rombos dos transatlânticos empresariais e finaceiros sempre que o "eficiente" sistema de mercado entra em crise. Usam o dinheiro público para salvar especuladores. Enquanto isso, a educação e a saúde continuam sendo sucateadas.
Não votarei na Dilma, nem no Serra, nem nos outros que ora se apresentam porque, no fundo, não passam de gerentes ou síndicos do sistema em que todas as necessidades humanas precisam ser transformadas em mercadorias. Não votarei naqueles que serão financiados pelos grandes grupos econômicos, que irão perpetuar relações sociais desiguais embaladas nas políticas públicas interessadas em encabrestar votos com base na institucionalização da pobreza.
Mas, como professor de História, tenho o dever de oferecer outras visões de certos fatos. Como cidadão tenho o direito de dar minha opinião.
A Dilma, em que não votarei, participou da luta armada contra a ditadura. Não foi um bom caminho. Mas, naqueles anos de chumbo da ditadura fascista, muitos jovens românticos foram simpáticos à ideia de que o regime que torturava e matava os opositores em seus úmidos e sombrios porões poderiam ser derrotados daquela forma. Foi uma opção diferente da de certos privatistas que preferiram viver o exílio dourado na Sorbonne.
Às vezes, em tempos difíceis, é preciso fazer opções. Por isso mesmo muitos jovens, como Jean Mollin, participaram da Resistência Francesa contra Hitler durante a Segunda Guerra; como Dinarco Reis, das Brigadas internacionalistas contra Franco, na Guerra Civil Espanhola; como Patrice Lumbumba, Samora Machel, Agostinho Neto e Nelson Mandela nas lutas de libertação dos povos africanos; Angela Davies em defesa dos afrodescendentes norte americanos; Fidel e Che contra o governo mafioso-marionete de Fulgêncio Batista, entre outros.
Não posso colocar a Dilma, em quem não votarei, no mesmo nível dos acima citados. Mas a atitude dela, no contexto histórico da sua opção, apesar do equívoco, no mínimo deve ser respeitada. Digo isso para que, de forma desavisada, não passemos a reproduzir as provocações do senador Agripino Maia (DEMO-RN) que, em CPI do Senado, perguntou se a Dilma tinha o hábito de mentir. Ao que ela respondeu que, sob tortura, havia mentido para não entregar seus companheiros. E concluiu, ao final, lembrando que, naquela época, o referido senador estava ao lado do regime que fazia calar sob choques e pau-de-arara os que lhes faziam oposição. Será que o príncipe, doutor da Sorbonne, teria a mesma atitude?...Hum... provavelmente não.
Tem uma coisa que é pouco dita. Existiram grupos que entenderam que a única possibilidade de derrotar a ditadura era mobilizando a opinião pública a partir da construção de uma Frente Democrática. Entre estes que optaram pela via pacífica de enfrentamento ao regime ditatorial, muitos também sofreram nos porões da "redentora". Alguns, até hoje, não tiveram seus corpos devolvidos às suas famílias. A tentativa frustrada das bombas do Riocentro estava endereçada a eles.
A vida é dura.
Eu não votarei na Dilma. Ela perdeu a capacidade de seguir chutando, de outras maneiras, as portas das senzalas modernas. Ela, entre outros que se apresentam para o pleito de 2010, estarão a serviço da sobrevida de um sistema de exploração do homem pelo homem. Eu, que sou pelas diferenças e contra as desigualdades, estou à procura de alguém que esteja disposto a lutar contra a rapinagem do darwinismo social e contribua para construir uma sociedade justa, fraterna e igualitária. Que ouse lutar.
Ousar lutar, ousar vencer.
Fraterno abraço.
Sidney
Professor de História da Rede Pública Estadual
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Tristeza, indignação e sei lá mais o quê
Por Luiz Rodolfo Viveiros de Castro
É com muita tristeza, mas tanta, tanta, que suplanta a indignação, que quase me paralisa - e para tentar não ficar parado tento escrever para vocês.
Acabei de entrar agora no globo.com, pensando em ver os resultados do futebol. Já sabia que meu time tinha perdido para o Barueri e que o Flamengo tinha ganho do Náutico; queria saber como foi para o Flu e para os adversários diretos na luta contra o rebaixamento do meu Botafogo. Mas que futebol, que nada. O que importa estar na primeira ou na segunda divisão?
Antes de ir para a parte de esportes me deparei com uma chamada para a matéria sobre o encontro do Lula com o líder da oposição na Itália, o representante da esquerda (?) moderna (?), Massimo D'Alema, que pediu pela extradição do Cesare Battisti.
Não quero nem comentar a matéria toda, dá nojo. Mas aí vai somente um trecho: Lula, ao saber que Battisti estava fazendo greve de fome, brincou: "Eu diria a ele para não fazer greve de fome, eu já fiz e é ruim".
Não sei o que fazer, não sei o que propor, mas quero pedir pra todos - sobretudo para os que estivemos presos - temos que fazer alguma coisa.
Battisti teve a mesma militância que nós, na mesma época. Vivemos num mundo em que o Régis Debray - que caiu na guerrilha do Che na Bolívia - foi ministro da Cultura na França, em que o Franklin Martins, o nosso Franklin, participou do sequestro do embaixador norteamericano: se não contam as motivações políticas, sequestro seria crime hediondo, Não é? Pois é, querem - o governo fascista da Itália - pegar o Battisti como bode expiatório.
Acho que todos conhecem o caso e o processo, mas nunca é demais lembrar que ele foi julgado à revelia, defendido por um advogado a quem nunca deu procuração para tal (e que ficou comprovada a falsificação de sua assinatura na constituição deste rábula) e as únicas "provas" são as acusações de um ex-militante que aceitou a delação premiada, provavelmente até pensando, naquela época, que pelo fato de Battisti estar fora do país podia jogar a culpa nele.
O ministro relator do caso disse que o Brasil devia extraditá-lo mas sem aceitar a prisão perpétua que não existe aqui; temos que exigir da Itália que a pena seja reduzida para 30 anos. Ora, o Battisti tem 65 anos, qual é a diferença? Vai sair com 95?
Sei lá, só sei que se não fizermos nada, nem que seja chorarmos juntos, seremos cúmplices diretos. Pois neste caso a injustiça, no meio de tantas, a perda de uma vida, no meio de tantas perdas, está ocorrendo pertíssimo de nós, com um dos nossos.
Em tempo: os suicídios recentes de presos políticos nos cárceres italianos, acho que foram 14 nos últimos tempos.
Despeço-me dizendo que concordo com a declaração de Battisti - que o Lula deve ou deveria ter lido, sobre a greve de fome - dizendo que prefere morrer fazendo greve de fome do que nas mãos de seus algozes italianos fascistas.
Saudações tristes, revoltadas e sei lá mais o quê!
Comentários acerca do discurso do Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, na Assembleia Geral da ONU
A transcrição do discurso chega oportunamente.
(O discurso em questão aparece no final do texto)
Há mais de um mês, os principais meios de comunicação do Brasil escolheram suas manchetes: a recusa do governo cubano em liberar visto/autorização para o lançamento do livro “De Cuba com Carinho”, de Yoani Sánchez, jovem escritora, autora do blog Generacion Y.. A editora Contexto, detentora dos direitos do livro para o Brasil, realizou, dia 29 de outubro, o evento de lançamento sem a autora; prato cheio para uma enorme reação dos principais jornais do Brasil. Só para citar, a questão Yoani foi capa do Prova & Verso d’O Globo (versão on line e impressa), matéria da revista Veja e da Época, do blog de Reinaldo Azevedo..., ou seja, todo tipo de material que se deve ter dois pés e duas mãos atrás antes de ler e pensar em acreditar.
A discussão sobre Cuba e o regime lá instalado é sempre muito acalorado. Já escrevi alguns pequenos artigos falando sobre o país e tentando desmistificar o que nos chega como “informação oficial” ou “verdade inconveniente”. Acontece que até mesmo os maiores detratores da ilha têm que se calar quanto os índices de alfabetização, mortalidade infantil, saneamento básico, entre outros, vêm à tona. Yoani, em sua entrevista à Veja faz questão de dizer que a Cuba de Batista já era um países com as menores taxas de analfabetos do mundo; o que Fidel fez foi dar continuidade ao processo. Desse Fidel continuidade a todo o processo iniciado por Batista e Cuba hoje seria uma Guantánamo dez vezes maior, miserável e cercada por cassinos e prostíbulos por todos os lados.
O que fere Yoani é a falta de “liberdade”. Não pode receber prêmios no exterior cuja maioria é ofertada pelos Estados Unidos. Mas será que Yoani não tem conhecimento do discurso do Ministro cubano em questão? É o próprio bloqueio estadunidense que impede a integração comercial de Cuba com outros países, questões que vão muito além de uma conexão banca larga - que também são impedidas pelo bloqueio..
Conheço algumas pessoas que já visitaram Cuba e já li vários relatos de quem lá já esteve. Todas as opiniões, sem exceção, apontam os pontos positivos da Revolução. Longe de serem demagogos, essas pessoas não escondem que há problemas no país, mas problemas que existem em qualquer outra nação que vive sem um monstruoso bloqueio há muito tempo.
Permitam-me citar alguns trechos do texto de Joaquim São Pedro, jornalista, cujo título é “Não vi a Cuba de Yoani” (disponível em: http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=4&cod_publicacao=30083), mais uma dessas pessoas que quiseram ver Cuba com seus próprios olhos e não pelas páginas de revistas semanais não comprometidas com verdades:
"A revolução assegurou aos cubanos valores que se tornaram inalienáveis. Falo de solidariedade, do respeito à diversidade, do espírito de coletividade, da ética, do amor ao próximo. De direitos como saúde pública, educação, emprego, saneamento básico, moradia e autonomia para o governo gerir as suas riquezas naturais, sem ter de entregá-las ao estrangeiro.”
“A "liberdade" que os cubanos buscam não é uma passagem aérea na mão, mas o direito de continuar a ser uma Nação capaz de enfrentar suas questões internas e externas, sem unilateralidade, promovendo uma política externa de respeito mútuo e às normas internacionais.”
“O socialismo não é o problema de Cuba, é a solução, porque representa a conquista de uma respeitabilidade internacional para o país e seu povo. O obstáculo a ser vencido é a opressão externa, liderada pelos EUA, e a propaganda dos contra que tentam macular a imagem de um governo que expulsou milionários americanos que viviam na ilha em absoluto comportamento predatório.”
"O cubano não esconde mendigos para o turista passar, até porque lá eles não existem. As dificuldades são um problema que todos enfrentam juntos. Não há fome, sede, frio ou pessoas morando na rua. Para enfrentar as catástrofes naturais, como tufões e maremotos, eles desenvolveram técnicas de preservação, antes de tudo, da vida humana, embora haja sérios prejuízos materiais, como o ocorrido no ano passado.”
Somem aos trechos o discurso do Ministro cubano e sem ortodoxia temos que reconhecer que Cuba está anos-luz à frente de países como o Brasil em questões que realmente importam. É caso bem sucedido.
Fernando
UJC Nova Friburgo
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DISCURSO DO MINISTRO DE RELAÇÕES EXTERIORES DE CUBA, BRUNO RODRÍGUEZ PARRILLA NA ASSEMBLÉIA GERAL DA ONU, SOBRE O TEMA "NECESSIDADE DE PÔR FIM AO BLOQUEIO ECONÔMICO, COMERCIAL E FINANCEIRO IMPOSTO PELOS ESTADOS UNIDOS CONTRA CUBA
(Nova York, 28 de outubro de 2009) .
Senhor Presidente, senhores Representantes Permanentes e Delegados:
As crianças cubanas que sofrem de leucemia linfoblástica e rejeitam a medicação padrão não podem ser tratadas com o produto norte-americano "Elspar" criado especificamente para os casos de intolerância. Como resultado, sua expectativa de vida é reduzida e aumenta o seu sofrimento. O governo dos E.U.A. proíbe a empresa Merck and Co. fornecimento para Cuba.
Não é possível adquirir um equipamento analisador de genes, essenciais para o estudo da origem do câncer de mama, cólon e próstata, produzido pela Applied Biosystems (ABI).
Lactalis USA, um fornecedor de produtos lácteos, foi multado em 20 mil dólares pelo governo Eestadunidense.
Desde a eleição do presidente Obama, não houve nenhuma alteração na aplicação do bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba. Permanece intacto.
O bloqueio continua a ser uma política absurda que provoca escassez e sofrimento. É uma violação massiva, flagrante e sistemática dos direitos humanos. Na Convenção de Genebra de 1948, é definido como um ato de genocídio. É eticamente inaceitável.
O bloqueio é um ato arrogante e ignorante. Recentemente, o governo norte-americano impediu a Orquestra filarmônica de Nova York de se apresentar em Cuba. Artistas cubanos não podem receber remuneração por suas apresentações ao público norte-americano. Como a criação artística pode ser considerada um crime?
A Microsoft bloqueou o acesso ao Windows Live para Cuba, porque, segundo se lê ao abrir a ferramenta, assim é "para os usuários em países sob embargo dos E.U.A.” O mesmo se aplica as páginas da Web "Cisco Systems", "SolidWorks" e "Symantec".
O bloqueio restringe a banda larga e a conectividade em Cuba. Se proíbe nossa conexão aos cabos submarinos de fibra óptica que passam ao longo das nossas costas.
Por que o governo E.U.A. impede o livre fluxo de informações e o acesso às novas tecnologias?
Mas essas proibições, desumanas e inapropriadas nesta época, não se aplicam apenas a Cuba, mas também a todos os países que vocês representam.
Philips Medical descumpriu o fornecimento de peças sobressalentes para equipamentos médicos comprados no valor de $ 72,7 milhões, instalados em Cuba e na Venezuela. Ela também foi multada em duzentos mil dólares. É uma empresa da Holanda a que o governo estadunidense aplica, extraterritorial, o bloqueio.
Hitachi diz que não pode vender a Cuba um microscópio eletrônico de transmissão, que é essencial em estudos de anatomia patológica, e a Toshiba diz o mesmo sobre uma câmara-gama, equipamentos de ressonância magnética e ultra-som de alta precisão. Estas são as empresas no Japão em que os Estados Unidos aplicam o bloqueio.
À Sensient Flavors, do setor de alimentos, o governo E.U.A. exportar para Cuba, mas é uma filial registrada e com sede no Canadá.
A Siemens, empresa alemã, nos recusou a vender um transformador de 125 MVA, segundo eles, porque tem "a obrigação de seguir algumas regras dos Estados Unidos". Sua subsidiária, com sede na Dinamarca, não poderia fornecer equipamentos para uma fábrica de cimento em Cuba sob proibição E.U.A.
Na Austrália e Nova Zelândia Bank Group (ANZ), com sede na Austrália, recebeu uma multa milionária por fazer negócios com Cuba.
Para 1941 os navios atracados em Cuba, entre julho de 2008 e 2009, foram proibidos de entrar em portos norte-americanos por cento e oitenta dias.
No Relatório do Secretário-Geral das Nações Unidas, incluindo o que foi apresentado por Cuba, existem muitos outros exemplos.
Os representantes E.U.A. estão mentindo quando dizem que o bloqueio é uma questão bilateral. A aplicação extraterritorial das leis do bloqueio, como o "Helms-Burton" e "Torricelli" contra os Estados representados aqui, é uma violação grave do direito internacional, à Carta das Nações Unidas, à liberdade de comércio e navegação. No último período, as medidas do bloqueio foram aplicadas contra, pelo menos, 56 países. Assim, cabe à Assembléia Geral lidar com esta questão.
76% dos norte-americanos, de acordo com pesquisas recentes das instituições deste país, se opõe ao embargo. Ignorar a vontade de mudar e manter o bloqueio é antidemocrático.
Em tempos de desemprego e crise econômica, os empresários norte-americanos têm proibido o mercado cubano. Eles são proibidos de investir em Cuba. Companhias do mundo não têm concorrência norte-americana em Cuba, porque o governo E.U.A. proíbe.
O que teria de errado que os norte-americanos tenham acesso a produtos cubanos? A quem iria prejudicar abrir novos postos de trabalho nos portos dos E.U.A. como resultado do desenvolvimento das relações comerciais normais entre os dois países? Porque os norte-americanos não podem ter acesso aos medicamentos cubanos de última geração para o câncer ou diabetes, e as tecnologias para produzi-los, disponível apenas em Cuba? Por que a empresa Bacardi, que pagou o lobby da Lei Helms-Burton, evita a concorrência e força os norte-americanos a comprar mais caro, uma imitação pobre de rum cubano? Por que um charuto deve ser inatingível e exótico neste país?
O presidente dos Estados Unidos pareceu preso ao passado, quando em 11 de setembro prorrogado por mais um ano o bloqueio baseando-se "no interesse nacional dos Estados Unidos" e com base na Lei de Comércio com o Inimigo de 1917, que se aplica apenas em situações de guerra, e vigente unicamente contra Cuba.
Nenhuma pessoa séria pode argumentar que Cuba é uma ameaça à segurança nacional da única superpotência. Toda a nossa força é a do direito, da verdade e da razão. Parar a inclusão espúria de Cuba na lista de suspeitas de Estados patrocinadores do terrorismo, que é o suporte de algumas medidas do bloqueio e conceder a liberdade aos Cinco Heróis antiterroristas presos injustamente nesse país.
Cuba abriu seu espaço aéreo e aeroportos em 11 de setembro de 2001, de modo que qualquer aeronave estadunidense tinha um lugar para pousar, e ofereceu desde plasma e pessoal de saúde, e em seguida antibióticos e equipamentos contra o antraz, e voltou a fazer uma generosa oferta de médicos quando o furacão Katrina atingiu Nova Orleans.
Cuba é o país hospitaleiro que convida os norte-americanos a visitá-la, chama à cooperação intelectual, acadêmica, científica e ao rico debate, chama seus artistas para construir pontes e as empresas norte-americanas ao comércio e ao investimento.
Senhor Presidente:
Nós todos aplaudimos, alguns dias atrás, quando o presidente Obama disse nesta tribuna: "O direito internacional não é uma promessa vazia (...) Nenhum país pode dominar outras nações."
Não é nem pode ser aceitável para a comunidade internacional que aqueles que governam em Washington sentem-se com a autoridade para aplicar medidas econômicas coercitivas e leis extraterritoriais, contra Estados soberanos.
O presidente Obama tem a oportunidade histórica de liderar a mudança na política para Cuba e para a eliminação do bloqueio. Ele ainda tem os poderes de execução que lhe permitem, agora e por si próprio, alterar o pedido do bloqueio mediante "licenças gerais”, isenções ou dispensas, exceções por razões humanitárias ou de interesse nacional, mesmo sem que fossem mudadas as leis que estabelecem proibições.
Quem se opôe, e desafia com razão o egoísmo e a insensibilidade da direita conservadora, como o presidente Obama fez no Congresso, porque "... um homem de Illinois perdeu sua cobertura (seguros) no meio de quimioterapia ... e morreu por causa dela não podia, sem violar a uma ética elemental, impedir que as crianças cubanas que sofrem de câncer ou doença cardíaca, recebam medicamentos e equipamentos médicos.
O bloqueio de Cuba é também, usando as palavras do senador Edward Kennedy sobre a reforma da saúde, "uma questão moral" que põe a prova testes de "caráter" dos Estados Unidos da América.
Senhor Presidente:
É verdade que Cuba adquire grandes volumes de produção agrícola nos Estados Unidos. No entanto, os representantes dos E.U.A. mentem quando dizem que esse país é um parceiro comercial de Cuba e silenciam que essas operações violam as normas do sistema de comércio internacional, com pagamentos em dinheiro e antecipadamente, sem acesso ao crédito privado pela proibição do transporte de cargas em embarcações cubanas, com procedimentos caros e discriminatórios e que enfrentam constantes manobras para apreender a carga. Ele não pode ser chamado de operações de comércio sem a menor reciprocidade para Cuba exportar seus produtos para os Estados Unidos. Um país que bloqueia outro país não pode ser um parceiro de negócios.
É uma vergonha que os representantes do governo dos E.U.A. Mintam ao dizer que este país é o maior doador de ajuda humanitária a Cuba. Os dados utilizados são falsos. Misturam, em números fantasiosos e maliciosos, a quantidade de supostas licenças e operações que não produzem, e que ocorrem com a ajuda de exilados cubanos que vivem aqui, enviadas por seus próprios esforços, de suas famílias. Sucessivas administrações dos E.U.A. têm perseguido e assediado ONGs que enviam ajuda humanitária a Cuba e, como resultado, a metade deles pararam.
Nem mesmo um ano atrás, quando Cuba foi devastada por três furacões que causaram perdas equivalentes a 20% do nosso PIB, a administração Bush respondeu ao nosso pedido para que as empresas dos E.U.A., excepcionalmente, nos vendessem materiais de construção, telhados e empréstimos privados.
Senhor Presidente:
Os delegados dos Estados Unidos, em várias reuniões, indicaram as medidas tomadas pelo seu governo para eliminar as restrições mais brutais que aplicou George W. Bush às viagens dos emigrantes cubanos e o envio de ajuda aos seus familiares, bem como a retomada das conversações bilaterais sobre a migração e a mala direta.
Essas ações são positivas, mas extremamente limitadas e insuficientes. A realidade é que nem mesmo voltou à situação que prevaleceu até o início de 2004, quando a América do Norte permitiu um certo nível de intercâmbio acadêmico, cultural, científico, desportivo com homólogos cubanos, que continuam proibidos.
Algumas propostas vagas na área de telecomunicações são simplesmente inaplicáveis, enquanto não forem eliminadas algumas das restrições em vigor e pôr fim à prática de roubar fundos cubanos das operações no campo, congelados em bancos norte-americanos, na implementação das decisões de juízes venais que violam suas próprias leis.
Ao restaurar o direito dos residentes de origem cubana de viajar para a ilha , resulta ainda mais absurdo a proibição de norte-americanos viajarem a Cuba, o único lugar vetado a eles em todo o planeta. Os cidadãos norte-americanos que pagam impostos não têm a liberdade de viajar à Cuba, apesar da Constituição estadunidense supostamente garanti-lo. Os norte-americanos não têm direito de receber informações em primeira mão sobre Cuba.
TRADUÇÃO: DANIEL OLIVEIRA (PCB/MG)
O Militante 14
O Militante (edição número 14) traz artigo sobre o vitorioso XIV Congresso do PCB e convocação dos camaradas, simpatizantes e amigos do PCB para o Curso de Formação Política da União da Juventude Comunista e da Base Francisco Bravo de Nova Friburgo.
ESTUDAR, ORGANIZAR, LUTAR!
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15 de Outubro é feriado!
Patrões, respeitem o dia do professor!
Boletim do Sindicato dos Professores de Nova Friburgo e região
Como se não bastasse a imposição, por parte dos donos das escolas particulares, de reposição de aulas aos sábados por causa do adiamento das aulas em virtude da epidemia da gripe H1N1, agora a novidade é a tentativa de transformar em dia letivo a data de 15 de outubro, consagrada pela tradição e pelo Acordo Coletivo vigente da categoria profissional, como feriado, dia de folga para os professores.
No início do semestre, por ocasião de toda a celeuma criada em torno da epidemia da gripe e das medidas a serem tomadas para evitar sua expansão, ficou de fora do discurso das autoridades e dos donos de escolas a preocupação em garantir o pleno funcionamento da peça fundamental que move toda a engrenagem da Educação neste país: o professor. Mesmo não sendo consultados acerca das medidas tomadas, na volta às aulas, professores e servidores foram obrigados a se enquadrar no planejamento imposto pelos diretores de escolas no sentido de repor as aulas perdidas, aos sábados e em todo o mês de dezembro. Neste planejamento que, raramente contou com a participação dos professores, muitas escolas pretendem desrespeitar o direito adquirido pelo trabalhador da Educação de festejar, de folga, seu dia máximo.
Não é de hoje que os donos das escolas particulares promovem ataques aos direitos dos trabalhadores da Educação, duramente conquistados ao longo de décadas de lutas pela valorização da profissão. É um projeto antigo dos capitalistas do ensino, por exemplo, acabar com as férias dos professores, seja fracionando o mês de férias ao longo de todo o ano, seja forçando o retorno às aulas no mês de janeiro (como, por sinal, já acontece em algumas escolas de Nova Friburgo e de cidades da região), seja reduzindo ao mínimo o recesso de julho. Aliás, para alguns patrões, nem existe mais recesso em julho. Segundo eles, no meio do ano acontece o “descanso dos alunos”, como se o professor não precisasse recuperar suas energias, extremamente desgastadas pelo excesso de aulas ministradas nos diversos colégios em que é obrigado a trabalhar para compensar os baixos salários, pelo trabalho realizado em casa, nos momentos de folga, finais de semana e feriados!
A saúde do professor em perigo
São inúmeros os casos de Síndrome de Burnout (do inglês burn out, significando “queimar por completo”) verificados atualmente no meio do professorado. Trata-se de distúrbio psíquico de caráter depressivo, um estado de esgotamento físico e mental intenso cuja causa está intimamente ligada à vida profissional. Os sintomas físicos da doença são: dor de cabeça, distúrbios, irritabilidade, impaciência, propensão a largar o emprego, dentre outros. A Síndrome de Burnout é uma resposta a um estado de pressão muito grande, caracterizado pelo pela exaustão emocional. O estresse é causado pelo excesso de compromissos profissionais; pelas contas a pagar no fim do mês, quando o salário já se foi; pelo desrespeito de alunos, pais e diretores; pela dificuldade cada vez maior de controlar as turmas; pela falta de cuidados com a voz, o mais importante instrumento de trabalho do professor; pela violência que invadiu a escola e a sala de aula; pela ameaça permanente do desemprego; pelos casos de assédio moral. E os patrões ainda querem reduzir o descanso do professor, aumentando dias letivos e carga horária, ao mesmo tempo em que reduzem salários, tentam impor o famigerado e ilegal banco de horas e retiram direitos históricos conquistados pelos trabalhadores! A que grau de calamidade querem, afinal, levar a Educação neste país?
A Constituição brasileira trata a saúde como um direito fundamental. É obrigação dos patrões garantir um ambiente de trabalho sadio e íntegro. Professor, recuse-se a fazer qualquer coisa que queiram lhe impor.
O SINPRO DE NOVA FRIBURGO E REGIÃO ESTÁ ACIONANDO O MINISTÉRIO DO TRABALHO E O MINISTÉRIO PÚBLICO PARA GARANTIR A PRESERVAÇÃO DA DATA MÁXIMA DOS PROFESSORES. PATRÕES, TIREM AS MÃOS DO DIA 15 DE OUTUBRO, DIA DO PROFESSOR!
PRESERVAR DIREITOS É CUIDAR DA SAÚDE!
NENHUM DIREITO A MENOS! AVANÇAR NAS CONQUISTAS!
Vitòria da Esquerda no DCE Mário Prata da FSD
29 de Setembro foi um dia especial para o movimento estudantil de Nova Friburgo, pois a democracia voltou ao DCE Mário Prata, da Faculdade Santa Dorotéia. Após uma gestão inepta da chapa DUFF, eleita ao final do ano passado, o mesmo diretório corria o risco de mais uma vez ficar inativo, caso a chapa (Re) Integrar fosse a vencedora do pleito eleitoral realizado.
A citada chapa apresentou-se com discurso claro de atrelamento à direção da Instituição de Ensino Superior privado e na contramão dos reais interesses do alunado, praticando uma espécie de “peleguismo estudantil”, por defender as atuais diretorias da UNE e da UEE, totalmente subordinadas ao PC do B e ao PT, partidos “chapa branca”, encaminhadores da política governista e burguesa no seio do movimento estudantil brasileiro atual. No debate entre as chapas, realizado na véspera do pleito, a Chapa (RE) Integrar foi ainda questionada sobre o suposto financiamento de seu material de campanha (camisetas, folders em papel couché, cartazes) por um setor do corpo docente, o que seria inadmissível para qualquer chapa que tenha o mínimo respeito pelos alunos e assuma o compromisso de representar, de forma independente da Instituição, os interesses estudantis. Seus representantes não conseguiram se defender direito da denúncia.
Com uma proposta séria e viável, visando realmente defender os interesses estudantis, combatendo a política que, nos últimos anos, é responsável pela sistemática destruição de conquistas democráticas, no mundo do trabalho e no campo da Educação, visando o seu total sucateamento e desmobilizando o MOVIMENTO ESTUDANTIL, a Chapa CONSTRUÇÃO, apoiada por partidos políticos e movimentos de esquerda (PSTU, PCB, PSOL, PSB, UJC), conquistou corações e mentes da maioria do alunado da FSD, que acredita na RECONSTRUÇÃO do próprio DCE-MP e do ME. A Chapa CONTRUÇÃO foi democraticamente eleita para gestão com 127 votos contra 104 da chapa adversária.
PARABÉNS!!!
OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!!!
Sérgio Cabral e Heródoto são vaiados em Nova Friburgo
No dia 05/09 (sábado), o Governador Sérgio Cabral veio a Friburgo fazer propaganda de seu governo, anunciando a entrega de novas viaturas à PM. Durante seus discursos no palanque montado em frente à Prefeitura Municipal de Nova Friburgo, o prefeito Heródoto Bento de Mello e o governador Sérgio Cabral receberam vaias e um apitaço de servidores públicos, na maioria professores do Estado, inconformados com o projeto encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado, com o propósito de retirar direitos dos trabalhadores, ao tentar reduzir de 12% para 7,5% o índice de reajuste entre os níveis do Plano de Carreira, duramente conquistado ao longo de trinta anos de lutas. O projeto ainda previa a incorporação do Nova Escola em inúmeras prestações “Casas Bahia”, o que já está sendo denominado de “Nova Esmola”.
Veja as fotos publicadas no portal Friweb (clique para ampliar):
Sidney Moura: 'O governador não tem nenhum tipo de compromisso com a educação' (Foto: Paola Coimbra, do portal Friweb)


Veja fotos da passeata no Rio (clique para ampliar):






América Latina diante da crise
CAL
O núcleo friburguense da Casa da América Latina, com apoio do PCB e da UJC friburguenses, convida para palestra de Ivan Pinheiro, Secratário Geral do PCB e Vice-Presidente da C.A.L..
Em pauta, temas como o golpe de Estado em Honduras, a intenção dos EUA em instalar bases militares da Colômbia entre outros assuntos.
Abaixo, o cartaz para divulgação (clique para obter um tamanho maior e enviá-lo pro e-mail).
O Militante 13
Clique nas imagens para ampliar a edição número 13 d'O Militante, o informativo da UJC e da Base Francisco Bravo, do PCB de Nova Friburgo/RJ.
Boletim do SINPRO
(Av. Alberto Braune, 88 – Galeria São José – Ed. Tânia – salas 209/210 – Tel: 2522-4955)
NOVA FRIBURGO, AGOSTO DE 2009
SECRETARIA DE IMPRENSA, DIVULGAÇÃO E IMAGEM
sinpronf@uol.com.br
Em segundo lugar, sem fechar os olhos à gravidade da situação, se faz necessária uma análise política: não é possível negar a existência de grandes interesses econômicos envolvidos na questão, principalmente aqueles relativos aos enormes lucros auferidos, neste momento, pelas multinacionais da indústria farmacêutica. Enquanto a gripe comum e enfermidades tratáveis com vacinas baratas continuam matando milhões de pessoas todo ano mundo afora, a gripe aviária (também conhecida como “gripe do frango”), que matou 250 pessoas em todo planeta no período de 10 anos, proporcionou grandes ganhos à transnacional Roche, proprietária do remédio Tamiflu. Será que a história se repete?
Medidas de saúde pública, sem dúvida, são urgentes e necessárias, mas estão faltando precisão e transparência na divulgação das informações, pois os governantes estão batendo cabeça e se contradizendo em relação aos números, à gravidade dos fatos e às iniciativas de combate à moléstia. Especificamente quanto à decisão de adiamento das aulas, não podemos ignorar que há especialistas criticando a iniciativa e questionando a sua eficácia, pois a mesma medida, adotada no México e nos Estados Unidos, não teria impedido que a doença continuasse se alastrando naqueles países. Questionamos ainda o fato de as decisões terem sido tomadas sem qualquer consulta aos trabalhadores, nem às suas representações sindicais.
Além disso, no discurso das autoridades e dos donos de escolas, parece estar ausente a preocupação com a peça fundamental da engrenagem que move a Educação neste país: o trabalhador. Mesmo não sendo consultados, professores e servidores deverão estar a postos para, a qualquer momento, repor as aulas perdidas, seja aos sábados, seja em todo o mês de dezembro e até em janeiro. Quiçá alguém também tenha a ideia de que as aulas sejam repostas nos domingos! Se o quadro é mesmo de calamidade pública, como a mídia e as autoridades querem fazer crer, mesmo sem o declararem de forma enfática, por que então o anúncio antecipado da reposição das aulas?
Querem acabar com as nossas férias e com o recesso de julho
Não é de hoje que os donos das escolas particulares querem acabar com as férias dos professores, seja fracionando o mês de férias ao longo de todo o ano, seja forçando o retorno às aulas já no mês de janeiro (como acontece em algumas escolas de Nova Friburgo e de cidades da região), seja reduzindo ao mínimo o recesso de julho. Aliás, para alguns patrões, nem existe mais recesso em julho. Segundo eles, no meio do ano acontece o “descanso dos alunos”, como se o professor não precisasse recuperar suas energias, extremamente desgastadas pelo excesso de aulas ministradas nos diversos colégios em que é obrigado a trabalhar para compensar os baixos salários, pelo trabalho realizado em casa, nos momentos de folga, finais de semana e feriados!
A saúde do professor em perigo
O estresse é causado pelo excesso de compromissos profissionais; pelas contas a pagar no fim do mês, quando o salário já se foi; pelo desrespeito de alunos, pais e diretores; pela dificuldade cada vez maior de controlar as turmas; pela falta de cuidados com a voz, o mais importante instrumento de trabalho do professor; pela violência que invadiu a escola e a sala de aula; pela ameaça permanente do desemprego; pelos casos de assédio moral. E os patrões ainda querem reduzir o descanso do professor, aumentando dias letivos e carga horária, ao mesmo tempo em que reduzem salários, tentam impor o famigerado e ilegal banco de horas e retiram direitos históricos conquistados pelos trabalhadores? A que grau de calamidade querem, afinal, levar a Educação neste país?
Em defesa do calendário original
Por fim, exigimos, dos órgãos municipais responsáveis pela Educação e pela Saúde em nosso município, maior transparência e clareza nas informações sobre a epidemia em Nova Friburgo e a definição precisa de quais estratégias estão sendo adotadas para controlar o problema.
NENHUM DIREITO A MENOS! AVANÇAR NAS CONQUISTAS!
Jornada Nacional Unificada de Lutas - de 10 a 14 de agosto
A crise econômica atual é uma nova crise do sistema capitalista, que, por se basear na competição, na ganância e no interesse pelo lucro, provoca a quebra das empresas, o desemprego e a superexploração dos trabalhadores. Para compensar a queda das taxas de lucro, os grandes empresários apostaram na especulação financeira, sem controle algum dos governos. Agora conseguiram ajuda pública, e o dinheiro dos impostos pagos pela população mundial serviram para cobrir o prejuízo das multinacionais e dos bancos. Mesmo assim, o desemprego se alastra, podendo atingir mais de 50 milhões de trabalhadores.
No Brasil, enquanto Lula defende Sarney e abraça Collor, dando suporte à corrupção institucionalizada, nada faz para impedir que as empresas continuem demitindo e reduzindo salários, inclusive aquelas que receberam auxílio através de verba pública e da redução dos impostos, como a Vale, a CSN, a Embraer e a Votorantim. Não fomos nós que fizemos a crise! Não vamos pagar por ela! É preciso lutar pela reforma agrária e urbana, pela ampliação das políticas em habitação, saneamento, educação e saúde, além de medidas concretas dos governos para impedir as demissões, garantir o emprego, melhores salários e os direitos dos trabalhadores.
Nos dias 10 a 14 de agosto, o movimento sindical e popular de Nova Friburgo estará nas portas das fábricas protestando contra as demissões, o corte de salários e a retirada de direitos sociais:
DIA 10/08 (segunda) - 10h30 - agitação na porta da fábrica Filó - com carro de som do Sindicato dos Vestuários
DIA 11/08 (terça) - 12h30 - Fábrica de Rendas Arp - com carro de som do Sindicato dos Têxteis
DIA 12/08 (quarta) - 10h30 - Fábrica Stam - com a presença do Sindicato dos Metalúrgicos
DIA 13/08 (quinta) - 5h30 - Fábrica Haga - com Sindicato dos Metalúrgicos
18h - Assembleia dos servidores públicos municipais no Sindicato dos Têxteis - com SEPE e Sindicato dos Servidores
LOCAL: SINDICATO DOS TÊXTEIS
RUA AUGUSTO SPINELLI, nº 84 - Centro
CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS!
Nenhum direito a menos.
RUMO A NOVAS conquistaS PARA OS TRABALHADORES!
CONLUTAS, INTERSINDICAL, SINDICATOS DOS TRABALHADORES TÊXTEIS, METALÚRGICOS, VESTUÁRIO, CONSTRUÇÃO CIVIL, HOTELEIROS, BANCÁRIOS, VIGILANTES, SINDSPREV, SINPRO, SEPE, ASSOCIAÇÃO DE DOCENTES DA FFSD, UJC, JS/PDT, PSOL, PCB, PSTU.
Imobilidade estudantil
Ao término do 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), no último domingo, 19, o que todos já sabiam aconteceu: vitória de Augusto Chagas, estudante da USP, que encabeçava a chapa da União da Juventude Socialista (UJS), a juventude do PC do B.
A UJS domina a entidade há quase vinte anos e, após as duas eleições de Lula, conseguiu subsídios federais sob a forma de repasses de verbas públicas, além de contribuições, para a organização de congressos que pouco ou nada representam em termos de avanços das lutas estudantis, tal como o encerrado na última semana.
A confirmação da direção formada por militantes da UJS e correligionários, baseada no apoio à política adotada pelo PT nos últimos anos, já causou graves feridas à imagem e à história de lutas da entidade. Fato é que, no passado, eram levantadas bandeiras em favor do monopólio estatal do petróleo, da luta pela democracia, vozes e ações militantes contra a ditadura e o imperialismo, solidariedade internacional a Cuba, presença destacada na campanha pelas Eleições Diretas e pelo impeachment de Fernando Collor de Mello, através das passeatas comandadas pelos "caras pintadas". Na contramão deste passado de lutas, ao qual se junta o período glorioso dos Centros Populares de Cultura - os CPCs da UNE, de onde saíram artistas e intelectuais brasileiros de renome, hoje predomina, da parte das direções da UNE, uma postura imobilista e a defesa das políticas do governo para a educação. É sintomática e patética a atitude passiva e de total silêncio perante as alianças esdrúxulas de Lula com o que há de pior na política nacional: a família Sarney e Collor de Mello.
As recentes diretorias da UNE, após muitos Congressos de “crachás marcados”, afastaram-se cada vez mais do estudantado brasileiro, fazendo com que a UNE perdesse sua identidade combativa, pois preferiram apoiar-se nos braços seguros do governo Lula. Seus principais momentos de deliberação, que deveriam girar em torno do debate democrático, são submetidos às malandragens dos que necessitam manter-se na direção. Opositores são sabotados e tudo, no final, se resume a uma votação orientada pelas lideranças.
No entanto, pelo passado histórico, a UJC defende, apesar da linha política adotada pelos militantes da UJS, a manutenção da entidade como aglutinadora do movimento estudantil. A história já provou que a criação de entidades paralelas, formadas de “cima para baixo”, sem a ampla participação dos maiores interessados, neste caso, os estudantes universitários, não resolve as questões organizacionais.
A UJC é oposição à diretoria atual da UNE e será sempre quando sua direção agir contra os verdadeiros interesses do movimento estudantil e se calar diante das políticas antipopulares adotadas pelos governo. A UJC é oposição à UNE porque “educação não é mercadoria”, e a política educacional não pode continuar sendo a atual, que favorece os tubarões do ensino, permite o crescimento sem freios da iniciativa privada na educação, das universidades-mercado, dos cursos à distância sem fiscalização alguma, do ataque aos direitos dos profissionais do ensino, dos salários rebaixados dos professores. A UJC e o PCB propõem uma mobilização nacional pela reconstrução da UNE, pela retomada da postura combativa da entidade histórica representativa dos estudantes e em defesa da Educação Superior pública, gratuita, de qualidade.
Repressão e ditadura em Honduras!
Tegucigalpa, 5 de julho, 2009 – 21h 13m
Manuel Zelaya é o presidente constitucional de Honduras.
Os militares golpistas estão usando de todas as forças possíveis para eliminar a resistência. Neste momento centenas de boletins de hondurenhos assassinados pelos golpistas chegam de todos os cantos do país. Integrantes da VIA CAMPESINA estão sendo mortos a sangue frio pelos golpistas.
É necessária a intervenção da comunidade internacional para evitar que o massacre prossiga, tenha conseqüências mais trágicas que as que estamos presenciando.
A ação dos golpistas é referendada por apoio logístico do embaixador dos Estados Unidos em Honduras, agentes da CIA e silêncio cúmplice do governo de Obama. Estão tentando ganhar tempo para negociar uma solução alternativa à legalidade constitucional.
O presidente do Brasil Luís Ignácio Lula da Silva tem o dever de tomar atitudes enérgicas e
decisivas neste momento. O peso e o significado do Brasil no contexto de países latino-americanos é imenso e uma posição brasileira de franco apoio a Zelaya, à legalidade constitucional e a denúncia dos massacres que ocorrem neste momento – centenas de mortos – será decisiva para a vitória da democracia.Todas as formas de comunicação com o exterior estão sendo eliminadas pelo regime brutal dos militares – o presidente Michelleti é um títere – na tentativa de evitar que a opinião pública mundial tome conhecimento dos fatos estarrecedores que estão a acontecer aqui, agora, neste momento.
Não há a menor preocupação com vidas por parte dos militares golpistas. Estão eliminando sumariamente civis e buscando e assassinando líderes da legalidade democrática.
O comportamento dos militares golpistas ultrapassa os limites da sanidade.
É necessário que organismos internacionais se façam presente antes que as conseqüências sejam mais trágicas e dolorosas para o povo hondurenho e com repercussões em toda a América Latina, em todo o mundo.
Não existem garantias constitucionais, suspensas pelos golpistas, não existe respeito mínimo às pessoas, Honduras e o povo hondurenho enfrentam o pior pesadelo de sua história por conta de militares e elites e com apoio dos norte-americanos.
É acintosa a atuação de agentes da CIA e do embaixador dos EUA. Está caindo a máscara do governo Obama.
É necessário mostrar aos cidadãos de todo o mundo o que está acontecendo aqui, usar de todos os meios necessários para divulgação, já que a grande mídia é sabidamente a favor dos golpistas e omite e distorce informações e fatos.
Que o mundo, as organizações de direitos humanos, os governos latino-americanos tomem conhecimento da situação e das barbáries cometidas por militares aqui em Honduras e se processe uma rápida ação no sentido de por fim a esse deslavado e criminoso golpe de bandidos travestidos de defensores da democracia.
O povo hondurenho está nas ruas resistindo ao golpe.
NÃO AO GOLPE!
NÃO À BARBÁRIE MILITAR!
FORA DE HONDURAS, EUA!
ZELAYA É O PRESIDENTE CONSTITUCIONAL DO PAÍS!
VIVA O POVO HONDURENHO!
Algumas fotos publicadas pela UJC de Curitiba










O Militante 12
A 12ª edição d'O MILITANTE, informativo da UJC de Nova Friburgo, traz a nota política do PCB de Nova Friburgo (Base Francisco Bravo). Confira abaixo o texto na íntegra ou clique na imagem para ampliar a edição do informativo.
O candidato a Prefeito do PCB e da Frente de Esquerda, Prof. Sidney, nosso camarada Sidão, cansou de alertar para o voto cebola durante a campanha eleitoral do ano passado. E ele aconteceu! Muitos já devem estar chorando por aí, arrependidos de terem ajudado a reconduzir ao cargo de prefeito o Sr. Heródoto, cujo grupo de políticos e empresários foi o grande responsável pela renúncia forçada do médico Vanor Tassara Moreira da Prefeitura em 1964, assim como pela cassação do Vereador comunista Francisco Bravo, contribuindo para a implantação do regime ditatorial em Friburgo e no país naqueles idos da década de 1960.É o mesmo prefeito que, na última vez que assumiu o governo, entre os anos de 1994 e 1996, deixou dívidas enormes, atrasou salários dos servidores e promoveu o maior aumento de IPTU da história da cidade. É o mesmo que mostrou-se incompetente também no setor privado, ao deixar na mão vários credores - na imensa maioria, trabalhadores - após a falência de sua empresa.
O PCB avisou que a ideia megalômana do trem era um engodo e que jamais a cidade teria condições de implementar um projeto tão caro. Agora, na maior cara de pau, o Sr. Engenheiro reconhece, em entrevista a uma TV local, que a proposta é inviável economicamente! Trata-se de um dos maiores estelionatos eleitorais da história de Nova Friburgo! Muitos caíram da esparrela do trem e contribuíram para os mais de 50% de votos obtidos pela chapa vencedora nas eleições municipais de 2008.
Aliás, passados seis meses da posse, o governo nada cumpriu das promessas feitas em campanha. Os servidores municipais continuam vivendo à mercê dos contratos temporários e das indicações políticas, recebendo péssimos salários, os professores não viram aplicado o Plano de Carreira, que já é lei, a saúde está um caos, o trânsito uma bagunça!
Mas o governo disse muito bem a que veio: está a serviço das grandes empresas e não dos trabalhadores. A maior iniciativa da Prefeitura foi entrar na Justiça Estadual para derrubar a liminar do Ministério Público que revogava o aumento no preço das passagens de ônibus. A Procuradoria da Prefeitura, ao invés de atuar na defesa dos cidadãos e do povo, agiu em favor da FAOL, o monopólio dos transportes públicos que há mais de 50 anos explora o povo friburguense, cobrando uma das mais caras passagens de ônibus do país!
O argumento em favor da passagem a R$ 2,50 (reajuste de 25%!) era propiciar aumento salarial dos rodoviários e renovar a frota. A desculpa é falsa, pois a obrigação de manter a frota e melhorar salários dos empregados é da empresa, não dos cidadãos. No preço das passagens, já se encontra embutido percentual para a renovação da frota. Além disso, os ônibus velhos e caindo aos pedaços continuam circulando. O serviço conseguiu ficar pior do que era antes! Pergunta: motoristas e trocadores tiveram o reajuste salarial prometido?
Trabalhadores de Nova Friburgo, o PCB convoca a todos a travar as lutas necessárias por melhores condições de trabalho e salários, pelos serviços públicos de qualidade, especialmente saúde e educação. Participem das mobilizações organizadas pelos sindicatos dos trabalhadores e partidos da autêntica esquerda de Nova Friburgo. SEM LUTA E ORGANIZAÇÃO NÃO HÁ CONQUISTAS!
(PCB de Nova Friburgo)
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* O MILITANTE é também o nome da publicação do Partido Comunista Português. O banner utilizado aqui é de criação do PCP. A logomarca do XIV Congresso é criação de Dário Silva.


